terça-feira, 12 de abril de 2011

A porcelana


         
            Ela disse que se sentia boneca de porcelana, que por ser Ana, tinha medo que alguém a deixasse cair e quebrar. Queria que a correnteza do reflexo de rio dos seus olhos de vidro a levasse pra dentro de um conto de fadas onde, as bonequinhas de porcelana do cabelo enrolado, possam ter asas e voar por entre as estrelas de leite condensado, ir até a lua e dormir em seu quarto minguante quando estiver cheia de todo mundo, onde ela possa dormir no sono dos poetas, ser chuva pra deixar o céu mais leve, ser louca e rodar com notas musicais até perder a direção. Mas estando onde estiver o seu final feliz pode ser pra sempre se o sol trouxer mais um "era uma vez".

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